
O mais recente "furo" em termos de notícias sobre o mercado editorial brasileiro foi dado pela
IstoÉ Dinheiro que, na semana do dia 14 de julho, anunciou o lançamento do Alfa, o leitor de livros eletrônicos da
Positivo Informática. Maior fabricante de computadores do Brasil, a Positivo teve um
insight parecido com o de Steve Jobs: enxergou que caminhamos para um "
mundo pós-PC", onde quem vai dominar serão os fabricantes de dispositivos móveis. A revista afirma que o leitor de
e-books é apenas a ponta do
iceberg de um movimento que prevê o lançamento de televisores, celulares e...
tablets! Leitor da recente
biografia não-autorizada de Jobs, Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, reconhece que vai concorrer até com o superpoderoso
iPad. Ambicioso, Rotenberg acredita que seu Alfa é mais fácil de usar que o
Kindle, da Amazon, embora não ofereça conectividade Wi-Fi na primeira versão (prevista para agosto), só em 2011. A vantagem do Alfa, para as editoras brasileiras (
que, até agora, fizeram cara feia para o Kindle), é que a Positivo não quer ser "dona" do formato, e promete um leitor compatível, por exemplo, com as recentíssimas iniciativas
da Livraria Cultura e
da Saraiva. Rotenberg, sabiamente, percebeu que, sem a adesão maciça do mercado editorial brasileiro, nenhum leitor eletrônico vai decolar no País. Que o diga o leitor da
Gato Sabido, que atrai acessos, mas não vendas (proporcionalmente), já que faltam títulos. Mesmo o Kindle carece de mais títulos em português (ou seja: mesmo a gigante Amazon sofre com a retaliação de nossas editoras). A desvantagem do Alfa, no entanto, é o preço, de 750 reais (
considerando-se, novamente, que o Kindle está sendo vendido por menos de 200 dólares agora). E como se não bastasse a Positivo, outro fabricante nacional, a
Mix Tecnologia, também promete entrar na briga. E as nossas editoras... será que vão, finalmente, comprar a ideia do livro eletrônico? ;-) [
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O concorrente brasileiro do Kindle